terça-feira, 21 de julho de 2015

Uma análise de "As origens do professor Xavier e do Fanático"

"Capa de X-Men Classic II, n.1" (1995)

A A história intitulada "As origens do professor X e do Fanático" foi originalmente publicada, nos EUA, em 1965, pela Marvel Comics. O argumento é de Stan Lee e Jack Kirby. Desenhos de Kirby e Alex Roth . Finalização de Vince Colletta e Joe Sinnott. Foi publicada no Brasil em agosto de 1995, na série "X-Men Classic II" (capa acima), número 1, pela editora Abril Jovem. 

Nessa história, ocorre o primeiro encontro dos 'X-Men' originais e o vilão chamado 'Fanático'. Ela aborda a infância do professor Charles Xavier e de seu "irmão" (Cain, filho de seu padrasto). 

Brian Xavier, pai do futuro Professor X, falece numa "explosão atômica", em Alamogordo, no Novo México. Seu suposto amigo, dr. Kurt Marko, sobrevive. Interessado na fortuna do amigo falecido, casa-se com sua esposa Sharon. Filho único, Xavier não aprova o casamento, pois, mesmo sem saber de seus poderes telepáticos, já consegue perceber que Marko interessa-se apenas pela fortuna do falecido pai. 

Mesmo sem ter consciência, Xavier nasceu com seus poderes de mutante. Na referida história, é o dr. Marko quem os 'revela' ao menino Xavier. A situação é a seguinte: num acesso de raiva, Cain filho de dr. Marko, faz explodir o laboratório onde estavam. Heroicamente, Marko salva Cain e Xavier da morte no fogo. Antes de falecer, sussurra à Xavier: "tenha cuidado com Cain, quando ele descobrir seus poderes". Mas antes de revelar isso, pede perdão à Xavier e confessa que por covardia, não salvou seu pai.

O nome Cain remete-nos à tradição judaico-cristã. Cain, assim como o da bíblia, é o irmão mau. Xavier, é o irmão bom. Os criadores da história lançam mão da tradição cristã como referencial mitológico de fundo, para criarem seu enredo. Como percebemos, os criadores das histórias em quadrinhos utilizam-se dos vários arquivos mitológicos existentes nas diferentes culturas humanas para criarem suas narrativas visuais e literárias, chamadas por nós de gibis ou de revistas em quadrinhos.

M8 (p.63)

É na adolescência que Xavier 'descobre' de vez seus poderes, ou seja, que passa a ter consciência e a dominá-los, utilizando-os para diferentes fins: aprender as lições escolares, antecipar os movimentos dos adversários nos jogos de futebol, deslanchar frente aos concorrentes na maratona... era um atleta! Tal recurso narrativo (construir Xavier com um atleta) em nossa opinião serve para aumentar o seu drama de paraplégico. No passado juvenil, um homem ágil, de corpo e mente. No presente, uma pessoa "paralítica" (p.56) (palavras usadas na própria história) cujo corpo físico está limitado aos movimentos de sua cadeira. Somente o corpo, pois, como sabemos sua mente não possui limites físicos e espaciais. 

A história de como o Professor Xavier ficou paralítico também é referida nessa história aqui. Em resposta à pergunta de um de seus alunos mutantes, ele diz que o responsável por sua paralisia foi "Lúcifer" (outra referência ao universo cultural judaico-cristão). Em nota explicativa da publicação brasileira, está dito que essa história foi contada em "Origens dos Super Heróis Marvel 02).

É também Xavier quem nos conta a origem de seus poderes: "provavelmente adquiridos com a radiação a que meus pais se expuseram numa instalação nuclear antes de eu nascer", nos conta. No universo dos X-Men, é a radiação atômica que justifica a existência dos poderes mutantes. Inclusive, os mutantes são representados, em todos os aspectos, como superiores aos humanos: "nenhum ser humano comum tem chances contra um mutante", afirmou o Professor Xavier ao golpear seu irmão Cain (p.54).

Por meio da historiografia, sabemos que o medo de uma Terceira Guerra Mundial, provocou uma corrida armamentista entre as duas grandes potências econômicas mundiais: Estados Unidos, liderando o bloco dos países capitalistas, e a União Soviética (atual Rússia), liderando os países do regime social e econômico que foi chamado de "comunismo". Esse é o contexto da Guerra Fria, ordem geopolítica que polarizou as políticas internacionais entre o fim da Segunda Guerra Mundial e a queda do Muro de Berlim, em 1989. É óbvio que tal contexto histórico também serviu de alimento criativo para os autores tanto dessa história em particular (publicada em 65) quanto para a série, em geral.

Diferente do Professor X, Cain recebeu seus poderes como uma maldição. Ambos participando da guerra da Coréia, Cain fugiu como desertor acovardado para uma gruta. Lá era o templo sagrado de Cyttorak. Ao tocar a gema, adquire "os poderes das faixas escarlates de Cyttorak" (p.58). Cain torna-se, "para sempre, uma força fanática e irreversível". Assim nasceu o malígno "Fanático", "uma força irresistível que pode aniquilar qualquer coisa em seu caminho" (p.59). Possui tanta energia que seu "corpo emite ondas de força" (p.64). Cain/Fanático possui uma proteção contra o poder de seu irmão Xavier: um capacete psiônico que o protege dos ataques mentais (p.65). 

Página de créditos da edição

Outro destaque da história é a ênfase dada ao combate em conjunto, em equipe: "nada de heroísmo Anjo! Vamos atacar juntos" (p.68), diz Ciclope ao atacar Fanático.

Quando essa edição foi publicada (1995) eu já tinha diminuído um pouco meu vício por HQ's. O auge dele foi no ano de 1994, quando eu morava em Macapá, capital do estado do Amapá. Nesse ano, para financiar meu vício, cheguei a vender revistas de casa em casa. Também montei uma banca de revistas no bairro pobre em que eu morava. O lucro de ambas iniciativas, nunca chegou a ser suficientes para pagar minhas revistas. Essa história conto depois... 

As revistas em quadrinhos constituem um tipo de liguagem narrativa específica. Texto e imagens são articulados para dar vida à história. A matéria narrativa das revistas em quadrinhos é sintética. A coerência, a coesão, a linearidade dos acontecimentos, o desenvolvimento do enredo, tudo é apresentado como síntese, criada pelos elementos textuais (os famosos 'balões' que expressam as falas dos personagens, quando composições geométricas que apresentam a 'voz over' do narrador). 

 

Modelo de quadros narrativos: M1 (p.44)

Um elemento que importar verificar na história é sua composição gráfica, isto é, em quantas unidades de imagens (que chamaremos de quadros) e como essa unidades estão dispostas nas páginas da revista. Verificamos os seguintes modelos: 

M1: um único quadro para toda a página. Uma página inteira é um recurso que atribui a imagem um grande valor. No caso, trata-se do quadro de abertura da história, na página 44. O sentido da narrativa dá-se parte superior para a inferior, de cima para baixo da página. Mas, ao mesmo tempo, o sentido da narrativa também dá-se em conjunto, na somatória das informações presentes, sejam elas textuais ou imagéticas. Em todas as páginas da história, esse é o único quadro de página inteira.

 M2 (p.45)

M2: Como é padrão nas HQ's mais tradicionais (caso da história analisada nesse texto), o sentido espacial da narrativa dá-se de cima para baixo e da esquerda para a direita. O modelo M2 dispões graficamente as informações em três conjuntos: 2 + 1 + 2. Essa disposição é uma breve variação do formato mais comum. Na história analisada, ele ocorre duas vezes.

M3 (p.49)

M3: Esse é o formato gráfico padrão das HQ's tradicionais. É o que faz um uso mais 'racional' do espaço da página, dividindo-a em seis quadrados de mesmo tamanho, ou dois quadros para cada uma das três 'linhas' da página. A disposição dos conjuntos é: 2 + 2 + 2 Na história analisada, é o padrão majoritário, compondo 23 páginas do total de 38.

 

 

M4: variação tanto do M3 quanto do M2, aqui temos um único quadro na parte superior (linha um). A disposição dos conjuntos é: 1 + 2 + 2. Esse modelo ocorreu três vezes.


M4 (p.46)

M5 (p.69)

 

M5: é uma variação dos modelos anteriores. A disposição dos conjuntos é: 2 + 2 + 1. Esse modelo ocorreu uma vezes. Isso nos leva a supor que a parte de baixo da página, é um dos espaços gráficos menos valorizados.

Os modelos M2 até M5 são os mais tradicionais e conservadores da linguagem analisada. São pequenas variações de uma mesma forma. Mas, de todos, o M3 é a disposição mais conservadora. É o feijão com arroz da história. Os outros, ao destacar uma cena em detrimento das demais, aumentam o interesse do leitor pela cena desenhada, já que o seu espaço favorece mais detalhes. Isto, consequentemente, aumenta a sua importância narrativa e dramática dentre os outros acontecimentos desenhados. Nos exemplos de M2, M4 e M5 apresentados aqui, o leitor pode ver que ação desenhada é mais complexa, e a presença de alguns elementos gráficos são enfatizados favorecendo a representação de movimento ou de grandes objetos cênicos, como, por exemplo, a pista de gelo (p.45) ou um extenso buraco (p.46).

Existem outros modelos de disposição dos quadros como o M6 e o M7. O primeiro ocorre duas vezes. O Segundo, uma única vez. Sua raridade também provoca um efeito dramático, pois é o momento da história que temos um ápice emocional. No caso, é o momento do encontro do Professor X com o Fanático. O M8 também é uma disposição gráfica rara, ocorrendo apenas uma única vez. Mas não é somente esse o seu valor. Esse é o formato criado para representar uma cena de ação. Seu caráter fragmentado contribui para o aumento da velocidade das ações desenhadas. Aqui a forma dialoga intimamente com o conteúdo.

M6 (p.47)

Impressiono-me muito com o poder de síntese que é preciso ter para contar uma história em quadrinhos e prender a atenção do público leitor. Afinal, tudo ali tem um custo e contar uma boa história em poucas páginas (quanto menor o número de páginas, menor o custo de toda a cadeia produtiva) requer várias habilidades. Principalmente, quando uma história é contada por várias pessoas, isto é, quando um grupo de diferentes funções trabalham juntos para contar uma história (o caso das HQ's): autor dos argumentos (como os roteiristas do cinema e da TV), desenhistas e finalizadores de arte. A história em quadrinho é verdadeiramente uma pulp fiction.

M7 (p.64)

Existem alguns recursos gráficos que favorecem a narrativa tipo síntese que é própria das histórias em quadrinhos, como a que aparece na página 58 (confira quadro abaixo): em forma de seta, o texto do narrador (no caso, Xavier) informa não somente a passagem de um quadro ao outro, mas supre a distância narrativa entre os dois. No quadro da esquerda, os dois personagens estão fora da caverna. No quadro seguinte, a ação ocorre em seu interior. Assim, a seta cumpre a função de orientar a leitura, mas também de favorecer a coesão da história narrada. Uma seta que também objetiva situar o leitor no âmbito da narrativa está presente no primeiro quadro da história (veja M1, acima)

Recursos gráficos que auxiliam a coesão (p.58).

À seguir, apresento alguns limites da história. O primeiro é sobre a transformação de Cain em Fanático. Apesar da fala de Xavier "Cain Marko não existe mais" este não perde sua memória. Muitos anos depois, iria atrás de Xavier. O motivo? A história não revela. Por que Cain/Fanático, depois de tanto tempo, iria ao encontro de seu irmão para matá-lo? Simplesmente, por quê é mal? No final da história, eis que o único motivo para o enfrentamento dos quase irmãos é a inveja que Cain nutre por seu irmão. Mais uma vez a história bíblica é sugerida.

A história apresenta a maldade como inata à pessoa, assim como a bondade. Os personagens aparecem esquematizados demais, simples ao contrário da complexidade de sentimentos e vontades que nos tornam humanos. O Bem e o Mal são valores absolutos e opostos. Há por isso um forte maniqueísmo que retira a ambiguidade e a contradição. Valores sem os quais, todas as históricas tornam-se simplórias e previsíveis. Haja o que houver, esses dois lugares estão fixamente demarcados. O que varia é apenas o recheio da história. A estrutura da narrativa, fortemente maniqueísta, retira dela o encanto e o desconforto, a complexidade e a verdade. Tá tudo bem, você pode argumentar que verdade não é um valor bom para analisarmos uma história em quadrinhos, sobre um grupo de mutantes superpoderosos. Mas, não entendemos verdade a qui como valor absoluto e sim verdade como uma força que dá vida à história mais absurda; valor que transforma a história mais estapafúrdia em um história cativante, convincente em suas estruturas internas; um valor que transforma personagens em pessoas quase reais; pessoas que gostaríamos de conhecer e até pessoas que sentimos saudades. A verdade de uma história (mérito de seu criador) transforma personagens em pessoas, pouco importando se existem ou não.

Algumas curiosidades: na história, é apresentado o 'Cérebro', um aparelho do professor X para detectar mutantes. O Demolidor (Murdock) também é citado na história. Há também uma passagem em que aparece o Tocha Humana, o membro do Quarteto Fantástico. Tais recursos servem para criar a noção de universo específico dos super heróis da Marvel: 'o' mundo em que habitam e coabitam. Essas breves referências aos outros super heróis são também ganchos pra outras narrativas, prenunciando ou referenciando outras aventuras; outros desdobramentos para as histórias que estamos acompanhando. E, claro, criando expectativas para o consumo de mais e mais histórias. Uma espécie de continuum que muito alimenta as novelas, os folhetins, as séries de TV. Os episódios podem se desdobrar de formas inéditas e elas querem nos ter como seus consumidores. 

A personagem feminina, a Garota Marvel, tem um grande poder mas não tem força para utilizá-lo. Parece uma contradição, não é? O professor X pede a ela que não se exceda e ela reconhece seus limites: "o esforço é grande demais". Entre todos os homens, a única ressalva para o momento da batalha destina-se a mulher, como se ali não fosse seu "lugar". Aqui se expressa o sexismo da/na história. Essa forma de representar a mulher como um corpo frágil está presente também na cada do gibi (a primeira imagem desse texto). Lá vemos que o corpo de Grey é muito inferior (em tamanho e volume) em comparação com o do Ciclope. Ele, numa posição altiva e corajosa; ela numa posição insegura e titubeante. No final da história, Jean Grey serve como enfermeira aos heróis machos. Esses fazem piadinhas ressaltando a sua beleza ("com uma enfermeira como Jean") ou insinuando sensualidades ("Minha mãe me beijava para eu sarar"). Assim, nos meandros da história, estão sendo construídos e cristalizados os lugares femininos e masculinos.

Além de apontar a inveja como a fonte do mal, a história valoriza o trabalho em conjunto e o espírito de equipe. No mais, ela é uniformemente desprovida de maiores interesses. Visualmente, com exceção da capa, não há grandes quadros. Entendemos porque a primeira fase dos X-Men não empolgou tanto o público estadunidense.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Viva o movimento estudantil

Se algumas pessoas acham que os estudantes estão sendo manobrados por alguns professores, para defender interesses particulares e individuais, tenho a dizer: os estudantes não são massa de manobra! Os estudantes tem inteligência pra tomar suas próprias decisões. Se os estudantes decidiram lutar, é porque eles acreditam no seu protagonismo, no seu poder. Engraçado, né? Depois que os estudantes assumiram seus lugares nos espaços de poder dentro da universidade (CA, DA etc), com direito a voz e voto, surgem falas de que eles estão sendo manipulados. Acho que argumentos assim ofendem a capacidade dos estudantes de discernir, de escolher, de decidir qual luta eles vão lutar. Quem tem medo de estudante, boa pessoa não é, bons interesses não têm. Quanto à mim, digo, mais poder aos estudantes! Mais voz aos estudantes! Há um tempo atrás, os estudantes não podiam, sequer, carregar o controle remoto dos condicionadores (o motivo nunca entendi), não podiam sequer levar um retroprojetor até a sala de aula (ouvi argumentos de que os estudantes poderiam sumi-los). Hoje, eu vejo os estudantes buscando e devolvendo os projetores; vejo os estudantes sendo respeitados pelos servidores, vejo os estudantes se organizando, ocupando as vagas que são de seu direito nos colegiados, conselho e congregação. Isso não é ser "controlado". Isso é exercer o direito que lhes cabem. Isso é cidadania! Isso é autonomia. Não aceitem que digam outra coisa! Dizer que vcs estão sendo controlados, é ofender a capacidade de cada um tem de pensar, decidir e agir. Viva o movimento estudantil!!! Vida longa aos protagonistas dos seus destinos!!!

SOBRE CHUPAR, SOBRE O CAPETA E SOBRE A ESCOLA

Quem ou o quê te autoriza a hierarquizar o grau de importância das coisas que faltam na Universidade, que faltam na Escola?

Você tem o direito de definir se a repressão que o outro sente é maior ou menor (em importância) do que o maior ou menor dos seus problemas?
Aprenda: trata-se de outro corpo, de outra vida, de outra experiência. Então, respeite. Achar que a sua vida é medida para qualificar o problema de alguém é um erro. Uma atitude autoritária. Uma falta de respeito.

Gritar num microfone que "chupa rola ou boceta" foi um ato de enfrentamento, em reação à uma atitude preconceituosa praticada por uma professora, uma formadora de outros professores. Te digo, não precisamos de professores para nos ensinar ser preconceituosos. É melhor não aprender, é melhor não ter professor, é melhor que não houvesse escola. Seria melhor desaprender, sempre.

Ao gritar tais palavras de ordem estamos sim, reivindicando (e não buscando) respeito, pois respeito não é uma mercadoria que encontramos nas prateleiras dos supermercados da vida. Respeito construímos, com luta, com enfrentamento, na rua, em coletivo, reivindicando.

Ontem fomos meia dúzia porque muitos outros professores, gays ou não, e estudantes, gays ou não, não sentiram a nossa dor ou estavam ocupados com outros problemas. Ontem, dentre essa meia dúzia, não havia somente gays e lésbicas. Havia heterossexuais que querem construir um mundo menos hipócrita, mais justo. Um mundo no qual as diferenças sejam alvo e objeto de direito. O direito é a medida social do respeito.

Na verdade, o grito era "eu chupo pau / chupo boceta / se for por inferno / chupo até o capeta". A "rola" acho que foi ruído da mensagem que o Boechat mandou pra outro preconceituoso.

Bom, como professor, digo que esse grito de ordem foi o mais adequado dentre todos os outros proferidos. Por que? Porque a atitude a que o ato recriminou foi justamente um argumento religioso, segundo o qual a vida de um homem cristão branco (talvez heterossexual) portador de uma doença rara, valeria mais que a vida de milhões de LGBTT's que recebem dinheiro do Ministério da Saúde (sim, da Saúde) para realizar sua parada Gay. Por que da saúde? Porque a AIDS é um problema mundial e o Brasil, graças a suas políticas públicas setoriais (população LGBTT, por exemplo) desde o governo neoliberal da era FHC, economiza milhões em prevenção. Apoiar as paradas gays não é uma questão de simpatia, mas de economia.
Questionar tal política de governo baseada num caso particular de doença rara é no mínimo falta de condições para precisar os elementos de uma comparação (e olha que aprender a comparar é tratado numa disciplina chamada "metodologia científica". Acho que muitas pessoas estão faltando a essas aulas...).

Bom, mudando de pau pra cacete, voltemos à "falta de respeito".

Quer dizer que proferir palavras "pau" e "boceta" em público é falta de respeito? Canso de ouvir essas palavras nos espaços públicos, na presença de pais, avós, crianças... De forma indireta ou explícitas, nas músicas de sertanejo universitário, de arrocha, de funk, de forró, de brega... nos carros que passam por nós com o volume nas alturas. E nunca vi a GPT parando esses carros para multá-los por poluição sonora. Muito menos por atentado ao pudor. Sem hipocrisias, por favor!

Chupar essa ou aquela parte do corpo de uma mulher ou de um homem não é pecado! Que eu saiba, usar camisinha sim, transar fora do casamento, trair o cônjuge e outras 'cositas mas' é pecado (para os cristão, veja bem!).
Ah, entendi: o "pecado" ou a "falta de respeito" não é falar essas palavras em público, no microfone, na maior altura, na porta de uma universidade pública, mas A Falta de Respeito é "quem" fala. A Falta de Respeito não é a palavra em si, mas "quem pratica" o seu significado e, em alguns casos, quem a profere. A Falta de Respeito, então, é homem chupar homem, mulher chupar mulher. Se a palavra foi proferida por um hétero é autorizada? Se foi por um veado ou por uma sapatão é "falta de respeito"?
[Atenção: o trecho a seguir contém ironia] Isso é normal e natural, pois, afinal, essas pessoas nunca tiveram voz, nunca tiveram um estado republicano, de direito que defendesse, nunca tiveram condições objetivas de se auto-representarem, não é? Menos ignorância, por favor.

Um homem dizer que é gay é uma falta de respeito? Um homem beijar outro homem no espaço público é uma falta de respeito? Certas mulheres dizer certas palavras em público é mais condenável que outras? Um é mais igual que outro? Onde, realmente, está a falta de respeito?
Eu não posso andar de mãos dadas com meu companheiro na rua porque estou desrespeitando seu filho, que é criança? Porque seremos um 'mal' modelo pra ele? "Peraí", deixe-me entender: eu, que uma vez ou outra serei visto por seu filho representarei um modelo mais forte do que você que o criou? Que mora e cuida dele todos os dias?  Mais racionalidade, por favor!

Um professor usar de seu lugar de poder para acessar o corpo de uma estudante é até lindo e se 'tiver amor' e acabar em casamento, mais ainda. Na maioria das vezes, é apenas uma fichinha no banco imobiliário dos 'machos'. Um professor cometer o crime da bigamia é permitido afinal, "ele é homem" (se fosse uma mulher seria uma "vadia"). Uma professora fazer valer seus valores religiosos, numa escola pública de estado laico e de direito, dentro de uma sala de aula ou publicamente pra reprimir a orientação sexual ou religiosa de alguém (às vezes, até de seus próprios estudantes), não é falta de respeito, é opinião e deve ser 'respeitada' [mais uma vez, esse trecho conteve ironia].
Um estudante que abusa de seus 'poderes de macho' para tocar ou expor o corpo de outras estudantes, menores de idade, inclusive nas redes sociais, não é assédio sexual? É excesso de hormônio ou imaturidade decorrente de sua juventude... por favor, menos hipocrisia!

Nós estamos numa universidade, lugar por excelência do pensamento crítico (mas que também deveria ser o lugar da proposição e da prática política). Nós estamos formando professores e professoras, para atuar de forma transformadora, em todos os outros espaços sociais: escola, igreja, família, associações... Nós precisamos combater a hipocrisia e defender a felicidade social e individual, total e irrestrita. Nós devemos aprender a respeitar a si e ao outro, em verdade. Nós precisamos construir relações mais libertárias com nossos corpos. Nós devemos combater as estruturas que provocam a injustiça, a exclusão, a dor e a tristeza. A diferença não está no outro, mas dentro de mim. A diferença me constitui, mesmo que seja por negação.

Não vou pedir amor. Não vou pedir "mais amor, por favor". Eu exijo mais amor. Eu tenho direito a mais amor. Eu tenho o dever de amar mais.

Cidade de Goiás,
24 (kkk) de junho de 2015

Euzebio Fernandes de Carvalho
(professor, historiador e, dentre muitas outras coisas, gay)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

4º Maranhão Vídeo de Bolso


Postado em Portal Tela Brasil, em 01 Apr 2014

O 4º Maranhão Vídeo de Bolso está com as inscrições abertas até o dia 25 de abril. O evento faz parte das ações desenvolvidas pelo Departamento de Assuntos Culturais da Universidade Federal do Maranhão.4v

Podem ser inscritos até três trabalhos inéditos em qualquer gênero: ficção, documentário, animação, experimental, clipe, etc. Os três primeiros lugares serão premiados com R$ 4 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil.


O evento é destinado a realizadores de vídeo de todo o país e tem o objetivo de reconhecer e premiar talentos, com a proposta de um espaço para experimentação na produção de curta-metragem. Além da competição, serão realizadas oficinas de Introdução à Linguagem Cinematográfica e Roteiro para Web Série, e o público terá acesso ao universo de criação de roteiros, produção, finalização e distribuição de filmes e séries para a TV e Web.

Clique aqui e acesse a ficha de inscrição. Outras informações, acesse o site do Festival.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Prêmio para vídeos escolares: Curta Histórias 2014


[As inscrições dos vídeos já prontos vão até o dia 25/04. Vejam mais informações em http://curtahistorias.mec.gov.br/premio]

Em 2013, depois de participar da oficina de formação do projeto "Câmera Cotidiana", desenvolvi uma proposta de fazer vídeos nas escolas públicas com celulares. Fui alvo de muitas resistências e críticas. A maioria delas, supostamente, assentadas na lei goiana que proíbe o uso do aparelho na rede de ensino estadual. Não adiantou nada dizer que esse argumento era hipócrita pois todos que pisam o chão da escola sabem que é praticamente impossível impedir que os estudantes manuseiem os celulares. Alias, seria quase um tema de pesquisa acadêmica se perguntar se há vida social que prescinda do celular?

Também não adiantou mostrar a quantidade de estímulos para essas propostas como, por exemplo, a existência de diversos prêmios, festivais e incentivos governamentais para o uso pedagógico do celular.

Caminhando ainda nesse sentido, agora, venho divulgar a segunda edição do prêmio "Curta Histórias" 2014, cujo tema é "personalidades negras". 
 
Essa ação do Ministério da Educação busca incentivar o uso pedagógico do celular nos espaços escolares ao tempo que também valoriza a cultura afro-brasileira e promove o combate ao racismo.

Vamos ajudar a divulgar o prêmio, a oportunidade e a iniciativa dos que não se acomodam.

O que é

Curta Histórias é uma premiação voltada aos alunos matriculados na Educação Básica da rede pública de ensino de todo o país. Em sua segunda edição, o prêmio tem como tema Personalidades Negras.
Esta iniciativa visa incentivar novos talentos e estimular o desenvolvimento das atividades pedagógicas e audiovisuais de cunho cultural e educativo em escolas públicas brasileiras.
Desta forma, valoriza a Educação para as Relações Étnico-Raciais a partir do proposto pela Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira na Educação Básica. Vale ressaltar que em 2014 o Parecer CNE/CP 003/2004 completa dez anos. Neste estão estabelecidas as Diretrizes Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. Assim, é importante que todas as escolas conheçam estas diretrizes para que avancemos no sentido de termos uma sociedade sem racismo e com mais equidade.

Como participar

Cada escola poderá inscrever apenas um vídeo em cada categoria, produzido por uma equipe formada por um professor ou educador responsável e até cinco alunos. As categorias são:
  • Ensino Fundamental – anos iniciais
  • Ensino Fundamental – anos finais
  • Ensino Médio
  • Educação de Jovens e Adultos
Os vídeos devem ter, no máximo, um minuto de duração, sem contar os créditos. As imagens podem ser captadas por meio de aparelhos de telefone celular ou câmeras domésticas.
As inscrições são gratuitas e estarão abertas de 25 de março até 25 de abril de 2014.

Premiação

O prêmio Curta Histórias terá cinco finalistas em cada categoria, entre esses, dois serão vencedores: um escolhido pelo Júri Popular e outro pela Comissão Julgadora Final.
As equipes vencedoras serão premiadas da seguinte forma:
  • alunos: um smartphone para cada participante da equipe;
  • professor: um smartphone e uma câmera digital semiprofissional;
  • escola: um data show, um dvd, uma câmera fotográfica semiprofissional e uma cinemateca.
Os vencedores serão anunciados no sítio do Prêmio e deverão comparecer à Cerimônia de Premiação que ocorrerá no Ministério da Educação em data a ser divulgada.

Datas importantes

No quadro abaixo, estão as principais datas do calendário de atividades do prêmio Curta Histórias 2014.
21/03   Lançamento com evento transmitido por webconferência 
25/03 – 25/04  Inscrições
26/04 – 01/05  Avaliações
03/05 – 10/05  Júri Popular e Comissão de Julgadora Final
28/05  Premiação em Brasília

Diversidade Étnico-Racial

Conheça a Legislação

Curta Histórias é uma premiação voltada à valorização da identidade étnico-racial do povo brasileiro, alinhada à Lei nº 10.639/2003, regulamentada pela Resolução CNE/CP nº 01/2004 e pelo Parecer CNE/CP nº 03/2004.

Este conjunto de normas indica novas diretrizes curriculares para o estudo da história e da cultura afro-brasileira e africana. Desta forma, os alunos têm oportunidade de conhecer o pensamento, as ideias de importantes intelectuais negros, a cultura, a arte e as religiões de matriz africana.

Onde pesquisar

Antes de organizar o roteiro do vídeo que será inscrito para o Prêmio Curta Histórias, é imprescindível que a equipe da escola pesquise e obtenha o máximo de informações possíveis sobre diversidade étnico-racial e história africana e afro-brasileira.

O site do Ministério da Educação (etnicoracial.mec.gov.br) é um bom ponto de partida. Lá é possível fazer consultas sobre variados aspectos da diversidade étnico-racial, obter indicação de publicações, acessar links de outras instituições e assistir a vídeos sobre o tema. Confira!
Além disso, semanalmente serão realizadas videoconferências que auxiliarão alunos e professores a montar o seu projeto e desenvolver seu vídeo.

Regulamento/Edital do Prêmio Curta Histórias 2014

Edital do Prêmio “Curta Histórias” Edição 2014

O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI, Fundação Vale, Fundação Telefônica, UNESCO e Fundação Palmares divulga o Regulamento do Prêmio “Curta Histórias” - Edição 2014.

1. Da finalidade:
O prêmio tem por objetivo originar ações que promovam a diversidade étnico-racial brasileira, seguindo a perspectiva da Lei nº 10.639/03 e Parecer CNE/CP nº 03/2004 com alunos/as das escolas públicas de todo o país.

2. Do tema das obras participantes:
2.1 O tema da Edição 2014 é “Personalidades Negras”, considerando o princípio de FORTALECIMENTO DE IDENTIDADES E DE DIREITOS do Parecer CNE/CP nº 03/2004.
2.2 É fundamental a leitura completa do Parecer CNE/CP nº 03/2004² do Conselho Nacional de Educação que define “estratégias pedagógicas de valorização da diversidade, a fim de superar a desigualdade étnico-racial presente na educação escolar brasileira, nos diferentes níveis de ensino”, ao mesmo tempo em que reconhece a necessidade de “valorizar, divulgar e respeitar os processos históricos de resistência negra desencadeados pelos africanos escravizados no Brasil e por seus descendentes na contemporaneidade, desde as formas individuais até as coletivas”.
2.3 A partir da leitura do Parecer CNE/CP nº 03/2004 dispõe-se que os vídeos deverão apresentar conteúdos “capazes de direcionar positivamente as relações entre pessoas de diferentes pertencimentos étnico-racial, no sentido do respeito e da correção de posturas, atitudes, palavras preconceituosas”. Além disso, os vídeos devem reconhecer e valorizar o legado histórico dos africanos e afro-brasileiros na construção da sociedade brasileira.
2.4 Ressalta-se que é importante que os trabalhos realizados pelos alunos/as não se encerrem com a culminância do projeto de elaboração do vídeo e que esse seja um trabalho sistemático e contínuo.
2.5 Vídeos que não tenham seu conteúdo amparado no Parecer CNE/CP nº 03/2004, que fundamenta as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, serão desclassificados.

3. Da habilitação à participação:
3.1 Poderão participar do Prêmio:
3.1.1 Alunos/as de Educação Básica de todas as escolas públicas brasileiras: municipal, estadual e federal.
3.2 Cada escola poderá inscrever apenas 1 (um) vídeo em cada categoria do concurso, a saber:
3.2.1 Ensino Fundamental Anos Iniciais
3.2.2 Ensino Fundamental Anos Finais
3.2.3 Ensino Médio
3.2.4 Educação de Jovens e Adultos

4. Das inscrições:
4.1 As inscrições são gratuitas e estarão abertas no período de 25 de março a 25 de abril.
4.2 Para se inscrever as escolas devem primeiramente postar o vídeo gravado no site www.youtube.com.br, posteriormente devem preencher o formulário de inscrição no site www.curtahistorias.mec.gov.br
4.2.1 A inscrição deve ser feita única e exclusivamente através do site www.curtahistorias.mec.gov.br
4.2.2 Formulários preenchidos, cujo vídeo não esteja postado no site www.youtube.com.br serão desconsiderados.
4.2.3 A responsabilidade pelo upload correto do vídeo no site www.youtube.com.br é de cada escola participante.
4.2.4 O arquivo postado no youtube deve ser identificado com o nome do vídeo.
4.2.5 Vídeos postados no site www.youtube.com.br com data posterior ou modificados após o preenchimento do formulário online serão desconsiderados e a inscrição automaticamente cancelada.
4.3 Os dados do formulário online são de preenchimento obrigatório, a saber: nome da instituição de ensino, estado, cidade, código INEP, nome do diretor, dados da equipe (alunos/a e professor/a), nome do vídeo (que deve ser o mesmo nome divulgado no Youtube) e link do vídeo postado no Youtube. O não preenchimento de qualquer campo impedirá a conclusão da inscrição.
4.3.1 O preenchimento do formulário com dados incorretos desclassificará a escola.
4.3.2 Cada equipe deverá ser formada por um professor/educador responsável e no mínimo 01 (um) e no máximo 5 (cinco) alunos/as.
4.4 É encargo dos responsáveis pela inscrição e pelo projeto (diretor/a da escola e do professor/educador) a averiguação sobre autorização para uso de imagens e sons, ressaltando que o Prêmio Curta Histórias destina-se a conteúdos originais produzidos exclusivamente para esta premiação.
4.4.1 Sugere-se para os vídeos que utilizem, no processo de edição, trilhas sonoras/músicas, que a equipe privilegie a utilização de músicas de domínio público, salvaguardando os devidos direitos autorais no que concerne a execução das mesmas.
4.5 Os filmes inscritos poderão ter no máximo 1 (um) minuto de duração, excluindo-se os créditos e deverão ser captados através do uso de aparelhos de telefone celular ou câmeras digitais domésticas que apresentem uma boa qualidade de imagem e som.
4.6 O responsável pela inscrição da obra será o diretor/a da escola que no momento do preenchimento do formulário se responsabiliza pela aceitação de todos os termos presentes neste regulamento.
4.7 O MEC/SECADI, Fundação Vale, Fundação Telefônica, UNESCO e Fundação Palmares não se responsabilizam por possíveis erros de envio eletrônico ou incompatibilidade de filmes postados no Youtube.

5. É vedado:
5.1 O uso de agências publicitárias ou auxílio de profissionais de marketing, manipulação de mídias e propaganda. Se tal uso for constatado, obrigará a devolução dos prêmios e responsabilização do responsável pela inscrição.
5.2 Inscrever curtas-metragens que tenham participado ou tenham sido premiados em outros concursos ou festivais de cinema, no Brasil ou exterior, estando automaticamente desclassificados os filmes assim identificados.
5.3 Inscrever filmes com conteúdo: promocional; de cunho político-partidário; de caráter ofensivo, discriminatório ou racista; com conteúdo sexual explícito; com sugestão subliminar para atividade ilegal; agressão a pessoas, animais e meio-ambiente.
5.4 Participar do Prêmio: filhos, dependentes ou parentes de servidores, técnicos, colaboradores, prestadores de serviço, estagiários ou quaisquer profissionais que mantenham vínculos de trabalho com o MEC/SECADI, Fundação Vale, Fundação Telefônica, UNESCO e Fundação Palmares.

6. Do critério de seleção:
6.1 A Comissão Técnica, denominada Júri Técnico, constituído por especialistas na área de educação para as relações étnico-raciais e de comunicação e/ou cultura digital, selecionará, entre os curtas-metragens recebidos, os 5 (cinco) melhores filmes de cada categoria, totalizando 20 (vinte) filmes.
6.2 Os critérios que serão considerados para julgamento são: criatividade e originalidade, qualidade e domínio da técnica, adequação ao tema e contemporaneidade da abordagem.
6.3 Serão selecionados, dentre os 5 (cinco) curtas-metragens finalistas de cada uma das 4 (quatro) categorias, dois vencedores, sendo que um será escolhido por júri popular e o outro por uma Comissão Julgadora Final, num total de 8 (oito) filmes .
6.4 A Comissão Julgadora Final será indicada pelos organizadores do concurso, sendo observados os critérios de envolvimento com a temática de educação para as relações étnico-raciais, bem como com a linguagem cinematográfica, educomunicação e cultura digital.

7. Do julgamento:
7.1. Da Comissão Técnica:
7.1.1 O MEC/SECADI nomeará uma Comissão Técnica composta de até 101 (cento e um) membros que fará a seleção dos 20 (vinte) filmes finalistas, sendo 5 (cinco) de cada uma das 4 (quatro) categorias. O MEC/SECADI poderá, a seu exclusivo critério, aumentar ou diminuir o número de membros desta Comissão Técnica, caso o volume de filmes recebidos assim o demande.
7.1.2 A Comissão Técnica, ao fim, irá divulgar os 20 (vinte) filmes finalistas, sendo 5 (cinco) de cada uma das 4 (quatro) categorias.
7.1.3 A decisão da Comissão Técnica é soberana, não cabendo qualquer recurso contra o que for decidido.
7.1.4 Casos excepcionais serão decididos pela Comissão Técnica, e os organizadores do concurso.
7.1.5 Os responsáveis pelos 05 (cinco) vídeos finalista de cada categoria serão comunicados através do e-mail cadastrado no ato de inscrição.
7.2. Do Júri Popular:
7.2.1 Os 20 (vinte) curta-metragens finalistas serão disponibilizados no site www.curtahistorias.mec.gov.br para votação do público em geral no período de 02 a 05 de maio de 2014.
7.2.2 O Júri Popular indicará o mais votado dentre os cinco filmes finalistas de cada categoria.
7.3 Da Comissão Julgadora Final:
7.3.1 O MEC/SECADI, a Fundação Vale, a Fundação Telefônica, a UNESCO e a Fundação Palmares nomearão uma Comissão Julgadora Final composta de 20 (vinte) membros que indicará mais 01 (um) curta-metragem, dentre os cinco finalistas de cada categoria, para serem premiados.
7.3.2 A decisão da Comissão Julgadora Final é soberana, não cabendo qualquer recurso contra o que for decidido.
7.3.3 Casos excepcionais serão decididos pela Comissão Julgadora Final e os organizadores do concurso.

8. Da premiação:
8.1 Serão premiados o filme mais votado pelo Júri Popular e o filme selecionado pela Comissão Julgadora Final em cada categoria, totalizando 8 (oito) filmes a serem premiados.
8.2 A divulgação oficial do resultado será feita através do site www.curtahistorias.mec.gov.br na data de 12/05/2014.
8.3 Os vencedores de cada categoria escolhidos pelo Júri Popular e pela Comissão Julgadora Final deverão comparecer ao evento realizado pelo MEC, em Brasília-DF, em data e local a serem comunicados para receber a premiação.
8.4 Os custos com passagens e diárias para viagem até Brasília são de responsabilidade dos organizadores do concurso.
8.5 A organização de documentos, autorização de viagens e responsabilidade pelos menores durante a estadia em Brasília é de responsabilidade da escola e adulto (professor/a ou educador/a) que acompanhará os alunos em Brasília.
8.6 A premiação será individual para as escolas vencedoras do concurso:
a) Prêmio para alunos/as: oficina de formação em cinema e com duração de 12 horas; 1 (um) aparelho celular smartphone.
b) Prêmio para professor/a: oficina de formação em cinema com duração de 12 horas; 1 (uma) câmera fotográfica semiprofissional e1 (um) aparelho celular smartphone.
c) Prêmio para escola: cinemateca composta; 1 (um) aparelho data show; 1 (um) aparelho DVD e 1 câmera fotográfica semiprofissional.
8.7 Os prêmios são individuais e intransferíveis, exclusivos aos responsáveis pela inscrição do filme vencedor: estudantes participantes das equipes, professores/as ou educadores/as responsáveis e escolas vencedoras.
8.8 A retirada e fruição da totalidade dos prêmios, acima descritos, estão condicionadas ao cumprimento das exigências determinadas pelo
MEC/SECADI, Fundação Vale, Fundação Telefônica, UNESCO e Fundação Palmares.
8.9 É de responsabilidade de cada vencedor, responder aos contatos da organização do evento dentro dos prazos que ficarem determinados para obter as informações e condições específicas em relação à retirada dos prêmios.

9. Das disposições gerais:
9.1 Todos os vídeos submetidos à inscrição no Prêmio Curta Histórias Edição 2014, por ocasião do presente Concurso, poderão ser utilizados pelo Ministério da Educação e parceiros neste concurso para fins pedagógicos.
9.2 Os ganhadores autorizam sem qualquer ônus o MEC/SECADI, Fundação Vale, Fundação Telefônica, UNESCO e Fundação Palmares a utilizarem suas obras, de forma gratuita e por prazo indeterminado, podendo realizar a distribuição e a exibição da obra no Brasil e no exterior para fins institucionais e promocionais, a contar da data de finalização do prêmio.
9.3 Cada participante declara expressamente possuir todos os direitos contidos nos vídeos (imagem e som) entregues, sendo o único e exclusivo responsável por estes conteúdos, garantindo que possui todas as necessárias licenças, autorizações e direitos para utilizar toda e qualquer propriedade intelectual de terceiros, estando os organizadores do concurso isentos de quaisquer responsabilidades.
9.4 Os trabalhos inscritos que não atenderem às exigências e/ou formato serão desclassificados.
9.5 Os titulares dos filmes finalistas e filmes vencedores concedem aos organizadores do concurso o direito de inserir cartela com logomarca nas cópias dos filmes que serão exibidas em público, enviadas à imprensa, e o que vier a ser negociado para exibição, sempre no contexto de cunho pedagógico.
9.6 Para informações atualizadas a respeito do Concurso consulte o site www.curtahistorias.mec.gov.br

Luz, câmera e ação

Produzir um vídeo na escola pode ser uma tarefa não só educativa, mas também muito divertida.
Forme uma equipe, pesquise sobre o tema desta Edição do Prêmio Curta Histórias e troque ideias para o roteiro.
Antes de começar a gravar seu vídeo, você e seus colegas devem ler todo o regulamento para não ter dúvidas sobre o que e como fazer.

Depois disso, acessem as dicas de produção e o tutorial elaborados pela Equipe do TV Escola, pois neles têm dicas importantes para o trabalho.

Agora é hora de colocar a criatividade em ação!
Caso você tenha alguma dúvida que não foi esclarecida no site, entre em contato conosco.
Envie um e-mail para curta.historias@mec.gov.br, que estamos à disposição para ajudar.

sábado, 30 de novembro de 2013

SELEÇÃO PARA PIBID 2014 SUBPROJETO HISTÓRIA UEG/UNU GOIÁS




Os/as alunos/as regularmente matriculados no curso de História da UEG, Unidade de Goiás, podem se inscrever no processo de seleção de bolsistas para o PIBID 2014 (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência). O subprojeto de História, intitulado "Educação para as Relações Étnico-Raciais: as africanidades brasileiras na sala de aula", coordenado pelo prof. Euzebio Carvalho. O projeto foi contemplado com nove (09) bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) no valor de R$ 400,00 mensais, com possibilidade de renovação para até quatro anos. Os/as interessados podem acessar o edital e demais informações no sítio da UEG/UnU Goiás, na aba PIDIB.




SERVIÇO:

O quê?
Seleção de bolsistas para PIBID 2014 (R$ 400,00 mensais)
Quantas vagas?
Nove bolsas
Quando?
Inscrições até o dia 03/12
Entrevista no dia 03/12 (terça, das 19 as 20h30, no CEPEDOM, Laboratório de História, Cidade de Goiás)
Quem pode concorrer?
Alunos/as do 1º ao 3º ano, regularmente matriculados no curso de História da UEG/UnU Goiás.
 
 Documentos necessários?
Ficha de inscrição (anexo II);
Cópia de RG e de CPF;
Histórico Escolar;
Currículo Lattes (ou conforme o anexo III);
Carta de motivação (anexo IV).

Quem pode me informar sobre a seleção?
Prof. Euzebio Carvalho, pelo e-mail euzebiocarvalho@gmail.com ou pelos telefones (62) 8498 1822 (oi), 8200 1143 (tim), 9142 7799 (claro) e 9920 1789 (Vivo/WhatsApp).