sábado, 28 de setembro de 2013

Acidente com ventilador na UEG/UnU Goiás

1. [No dia 26/09, por volta das 20h um ventilador cai numa sala de aula, na unidade da UEG de Goiás. No mesmo dia, antes de dormir, redigi e divulguei o e-mail que se segue. Noutro dia, num programa de rádio comunitária da cidade de Goiás, alguns professores discutiram o acontecido. Depois do almoço, continuei divulgando a situação. logo em seguida, alguns repórteres entraram em contato por telefone, em busca de mais informações. e a partir disso, as notícias começaram a circular... hoje, soube que um assessor do reitor divulgou em sua conta no facebook que a minha denúncia é sensacionalista. acontece que, se o ventilador tivesse ferido alguém, não seria caso de sensacionalismo, mas de polícia... e aí teríamos condições judiciais de se fazer esse debate sobre as responsabilidades da direção local da unidade e da administração central. de vítimas, querem nos transformar em culpados. ainda nos censuram dizendo que não deveríamos publicar esses fatos. o tal assessor disse também que não há relação entre a reforma elétrica e o ventilador. se os condicionadores estivessem funcionando, o ventilador não teria mais utilidade, não é? disse ainda que eu deveria usar a mesma energia para divulgar fatos positivos em relação à UEG. convido-o a ver no arquivo de post desse blog, nas contas do twitter e instagram as noticias divulgando a UEG. Não estou, gratuita e irresponsavelmente, expondo minha instituição. estou fazendo o que acredito ser correto, devido e necessário: fazendo a minha parte para a construção de uma Universidade com mais qualidade social. mas, claro, esses não são os valores predominantes em nossos governantes. para registro de todo o processo, fiz um clipping que apresento abaixo]

1. VENTILADOR DE TETO CAI DURANTE AULA NA UEG DE GOIÁS

“Depois de fazer mto barulho, os alunos que apresentavam trabalho, desligam o ventilador. Antes de parar de rodar ele se solta e cai. Há tumulto e gritaria pela unidade. 

A reforma elétrica da unidade foi um dos pontos reivindicados durante a última greve. Condição necessária para ligar os aparelhos de ar condicionado que já se encontram instalados nas salas mas que não podem ser ligados pois causaria apagão e incêndios no prédio. Lembro-me de um cartaz utilizado em nossa última greve que dizia algo como a UEG sendo a próxima boate kiss. Foi por pouco que esse prenúncio não se concretizou. Por sorte, nenhum aluno foi atingido. Mas, em vez de contar com a sorte, poderíamos respeitar mais a quantidade de pessoas que circulam e que constituem a nossa instituição. Desde segunda, estamos recebendo muitas pessoas de um evento organizado pelo IFG.

Um detalhe: uma comissão do Conselho Estadual de Educação está na unidade fazendo a avaliação do curso de história. 

O acidente pode voltar acontecer. temos mais ventiladores em situação próxima do que caiu, em pelo menos n'outras duas salas. 

A qualidade social que tanto almejamos passa pelo respeito e por melhores tratos de/para/em nossa comunidade. Além de todo esse quadro, assim como várias outras unidades, sofremos com o extremo calor desses meses de agosto a outubro. Justamente, o momento em que precisamos de melhores condições para trabalhar. É sobre condições de trabalho minimamente dignas que tudo isso aqui trata: de respeito e valorização da pessoa humana.

Euzebio Carvalho
Professor de História da UEG/UnU Goiás”


2. [A tarde, o portal do DM publicou a seguinte nota]

Diário da Manhã, por Laryssa Machado 

Um ventilador de teto caiu na noite de ontem (26) na Universidade Estadual de Goiás (UEG), unidade da Cidade de Goiás. Segundo informações do professor Euzébio Fernandes, um grupo apresentava um trabalho quando percebeu que o ventilador estava fazendo muito barulho e o desligaram. No entanto, antes de parar de rodar, o objeto se soltou e caiu no chão. Ninguém ficou ferido, mas houve tumulto e gritaria na unidade. O Diretor da unidade entrou em contato com a administração geral da UEG, que informou que os técnicos só serão enviados daqui duas semanas, pois não há técnicos disponíveis no momento. A UEG ficou quase três meses de greve, e a reforma elétrica da unidade foi um dos pontos reivindicados. Enviado em 27/09/2013 às 15h17, última atualização: 27/09/2013 às 17h00.

3. [Nessa mesma tarde, aconteceu a reunião do Conselho Acadêmico da Unidade da UEG/UnU Goiás, onde foi aprovada a seguinte nota]

3. NOTA PÚBLICA DE ESCLARECIMENTO

Ontem, 26-09-13, durante o período de aula noturno, na sala do primeiro ano do curso de Letras da UEG/UnU Goiás, houve um acidente com um dos ventiladores de teto, que, após fazer muito barulho, se soltou e caiu. Houve, obviamente, tumulto e gritaria em toda a unidade mas, felizmente, ninguém ficou ferido.

Entretanto, o acidente exige um momento de reflexão sobre a infraestrutura da Universidade Estadual de Goiás, no geral, e da Unidade Universitária de Goiás, em particular. Tal fato expõe, mais uma vez, a precariedade das condições de trabalho e ensino-aprendizagem a que estão submetidos professores e alunos desta instituição.

A reforma elétrica no prédio da unidade tem sido solicitada, insistentemente, há três anos. Em novembro de 2010, foram instalados quatorze aparelhos de ar condicionado nas salas. Seis meses depois, em memorando (n.252, 06/06/2011) cobrávamos da reitoria as condições para uso dos aparelhos. No mês seguinte, em memorando (n. 256, 07/06/2011) foi solicitada uma manuntenção no prédio da unidade. Nessa data, já havia se passado oito meses desde a instalação dos aparelhos, sem que recebêssemos nenhum retorno da administração central da UEG. Em ofício (n.078, 19/09/2011), o gerente regional da Celg Goiás, foi informado das constantes quedas de energia no prédio dessa unidade universitária.

Em decorrência desta manifestação, a instalação na unidade da subestação de energia, que comportasse a utilização dos aparelhos, foi prevista para janeiro de 2013. Em memorando (n.020, 21/01/2013) a direção da unidade voltava a solicitar a reforma da estrutura elétrica interna no prédio da unidade. Com todo este ir-e-vir, perdemos a garantia dos aparelhos de ar condicionado sem sequer poder testá-los. Diante desse histórico, lamentamos o fato e relatamos que já tomamos as medidas possíveis. Contudo, reforçamos que as demandas estruturais necessitam da ação efetiva e urgente da administração central.

O Conselho Acadêmico da Unidade, em sua ampla maioria, aprovou a suspensão das aulas por dois dias para uma avaliação dos riscos, em toda as salas de aula, com o objetivo de garantir a segurança e a integridade física da comunidade acadêmica, bem como para executar as medidas necessárias de adequação. Goiás, 27 de Setembro de 2013 Conselho Acadêmico da UEG/UnU Goiás

4. [no jornal da Jornal Anhanguera 2ª edição, o acidente foi noticiado] 



5. [o acontecido foi noticiado no jornal O Popular

5. Ventilador cai durante aula na cidade de Goiás, por Janda Nayara. 28 de setembro de 2013 (sábado)

Alunos de Letras apresentavam trabalho na hora do incidente, que reacende discussão sobre infraestrutura Ventilador no chão, após cair durante apresentação de trabalho.

Depois da greve de três meses dos professores e servidores administrativos da Universidade Estadual de Goiás (UEG), um incidente na unidade da cidade de Goiás trouxe novamente a tona os problemas estruturais relatados por alunos e profissionais durante os protestos realizados pelo movimento grevista este ano. Um ventilador despencou do teto de uma sala de aula, na noite de quinta-feira, quando alunos do curso de Letras apresentavam um trabalho. Não houve feridos. Professores e alunos reclamam que outros equipamentos da unidade se encontram em situação precária, oferecendo risco de caírem a qualquer momento. Eles dizem ainda que os objetos precisam ser usados, já que o calor, característico desta época do ano, dificulta o ensino e a aprendizagem. “As janelas foram projetadas para ar-condicionado e não abrem totalmente. É impossível ministrar ou assistir aulas na parte da tarde, por exemplo. Está insalubre”, afirma o professor da unidade, Euzébio Carvalho. O professor relembra ainda que, como divulgado em dossiê durante a greve, todas as salas da unidade possuem equipamentos de ar-condicionado, mas que não podem ser acionados, já que a energia não suportaria a sobrecarga. “Durante a negociação para o fim do greve, o reitor afirmou que o processo para a construção de uma subestação de energia já estava na reta final, mas até agora nada”.

“Matéria sobre isso?”

Questionado, o reitor da UEG, Haroldo Reimer, desmereceu a proporção do incidente. “Vocês vão fazer matéria sobre isso? Não tem mais nada para fazer?”, perguntou à reportagem . Segundo ele, a notícia sobre o incidente não chegou de forma oficial à reitoria e o problema não estava relacionado a construção da subestação de energia e sim, ao erro de alguém da unidade, que não comunicou à equipe de manutenção a necessidade de reparos nos equipamentos. “O estudo para a troca de toda a fiação já foi feito na semana passada e a empresa contratada para a construção da subestação já está finalizando o projeto. Agora só resta encaminhar para a Celg e aguardar”. O diretor temporário da unidade universitária, Alcides Hermes Thereza Júnior, disse que lamenta o acontecido e afirmou que é uma pena terem que utilizar equipamentos sucateados, quando possuem aparelhos de ar condicionado novos e parados. Em nota, o Conselho Acadêmico da unidade relatou que diversos documentos foram enviados para a reitoria, solicitando a reforma da estrutura elétrica no prédio. “O acidente exige um momento de reflexão sobre a infraestrutura da Universidade Estadual de Goiás, no geral, e da Unidade Universitária de Goiás, em particular. Tal fato expõe, mais uma vez, a precariedade das condições de trabalho e ensino-aprendizagem a que estão submetidos professores e alunos desta instituição”, destacaram na nota.

Dois funcionários

Quanto às providências, Thereza Júnior pontuou que já avisou ao gerente de infraestrutura e logística da unidade, requerendo uma equipe de manutenção do ventilador que caiu e dos outros que podem oferecer riscos. “A resposta foi de que existem apenas dois funcionários para efetuar o serviço e de que eles já possuem ao menos três viagens marcadas. Após ressaltarmos novamente a urgência, eles ficaram de analisar”. O diretor informou que também foi solicitada uma vistoria aos bombeiros.

6. [e também no portal do G1] 

6. Ventilador de teto cai durante aula na Universidade Estadual de Goiás

Acidente aconteceu na noite de sexta, no campus da cidade de Goiás. Ninguém ficou ferido; professores suspenderam aulas por dois dias.

Gabriela Lima Do G1 GO

Ventilador de teto cai durante aula na Universidade Estadual de Goiás (Foto: Divulgação/Conselho Acadêmico da UEG)Queda ocorreu durante aula do curso de letras
(Foto: Divulgação/Conselho Acadêmico da UEG)

Um ventilador de teto caiu em uma sala de aula da Universidade Estadual de Goiás, na noite de sexta-feira (27), na cidade de Goiás, a 130 quilômetros de Goiânia. No momento do acidente, alunos apresentavam um seminário na sala do primeiro ano do curso de letras, onde ocorreu a queda. Houve tumulto, mas ninguém ficou ferido, segundo um professor da UEG, que preferiu não ser identificado.

Com o incidente, os professores da unidade decidiram suspender as aulas por dois dias, para uma avaliação dos riscos em todas as salas de aula. "O acidente exige um momento de reflexão sobre a infraestrutura da Universidade Estadual de Goiás, no geral, e da unidade universitária de Goiás, em particular. Tal fato expõe, mais uma vez, a precariedade das condições de trabalho e ensino-aprendizagem a que estão submetidos professores e alunos desta instituição", diz uma nota pública enviada ao G1 pelo Conselho Acadêmico da instituição.

De acordo com o Conselho, a reforma elétrica no prédio da unidade na cidade de Goiás tem sido solicitada, insistentemente, há três anos. Eles também reclamam que em novembro de 2010, foram instalados quatorze aparelhos de ar condicionado nas salas, mas até hoje eles não puderam ser usados por causa da precariedade da rede elétrica.
Melhorias na infraestrutura na UEG era uma das reivindicações da greve de mais de três meses, realizadas este ano por professores e alunos da instituição. A paralisação teve início em 25 de abril e foi marcada por manifestações em várias regiões do estado, nos locais onde a universidade está presente. 

 As atividades só fora retomadas no início de agosto, quando a reitoria da UEG se comprometeu a encaminhar ao governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), uma solicitação de crédito complementar no valor de R$ 5 milhões, para investimentos na universidade, assim como o pedido de reposição salarial para os professores.
A assessoria de imprensa de UEG informou que os recursos do governo estadual têm sido aplicados nas unidades.